Mantras

Mantras da Criação do Universo (Brahma-Samhita)

14 de setembro de 2017

Mantras da Criação do Universo (Brahma-Samhita)

Gravamos uma seleção de mantras do Brahma-Samhita, um texto que fala da criação do universo pelo demiurgo Brahma, que então busca sua origem em meditação e obtém um vislumbre de Krishna, o Senhor primordial, em sua morada espiritual eternamente manifesta muito além desse mundo. O texto em sânscrito encontra-se no vídeo, a tradução dos versos segue abaixo:

Krishna, que é conhecido como Govinda, é o Senhor Supremo. Ele possui um corpo espiritual eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança (sat-cit-ananda). Ele não tem origem. Ele é a origem de tudo e a causa primordial de todas as causas.

Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que está cuidando das vacas em suas moradas repletas de pedras preciosas espirituais enquanto rodeado de milhões de árvores-dos-desejos, sempre servido com grande reverência e afeição por centenas de milhares de deusas da fortuna.

Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que é perito no tocar de Sua flauta, cujos olhos viçosos são como pétalas de lótus, cuja cabeça é adornada por uma pena de pavão, cuja bela forma é tingida com o matiz de nuvens azuis, e cuja amorosidade ímpar encanta milhões de Cupidos.

Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, ao redor de cujo pescoço balança uma guirlanda de flores embelezada com o medalhão da lua, cujas mãos são adornadas com a flauta e ornamentos preciosos, que sempre Se deleita em passatempos de amor, cuja graciosa forma azulada, curvada em três pontos, é eternamente manifesta.

Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, cuja forma transcendental é plena de bem-aventurança, verdade e substancialidade, e que é, portanto, plena do mais deslumbrante esplendor. Cada um dos membros dessa eminente personalidade possui em si as funções completas de todos os órgãos, e Ele eternamente vê, mantém e manifesta os infinitos universos, tanto espirituais como mundanos.

Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que é raramente obtido pelo mero estudo dos Vedas, mas que é facilmente acessível pela devoção pura e genuína da alma, que é único e inigualável, que não é sujeito à deterioração, que é sem começo, cuja forma é ilimitada e que, mesmo sendo a pessoa mais antiga, permanece sempre na flor da sua eterna juventude.

Adoro a refulgente morada transcendental onde inumeráveis deusas da fortuna residem com seu amoroso Senhor; onde cada árvore é uma árvore-dos-desejos, onde o solo é cravejado de joias-filosofais, onde a água é néctar, cada palavra é uma canção e cada passo é uma dança. Onde a flauta é a companheira constante de Krishna, onde a agradável atmosfera espiritual é permeada de beatitude e todos os seres são extremamente amáveis. Onde inumeráveis vacas leiteiras sempre emitem ilimitados oceanos de leite, onde há a existência eterna de tempo transcendental, o qual é sempre presente – destituído de passado ou futuro – não transcorrendo sequer por meio instante. Essa morada é conhecida como Goloka apenas por algumas raras almas autorealizadas neste mundo.

Posts Relacionados

Nenhum Comentário

Deixe seu Comentário