Mantras

Meditação em Deus menino (Damodarastakam)

1 de junho de 2018

Oito versos dedicados a Krishna em sua forma de menino travesso (Damodara)

Certa vez, o pequeno Krishna entrou na dispensa de sua mãe e “roubou” vários potes cheios de iogurte que ele comeu com seus amiguinhos e ainda distribuiu o restante aos macacos…

Quando sua mãe chegou ao local e os pegou em flagrante, ele tentou fugir mas acabou sendo apanhado por sua mãe, que correu mais rápido. Tendo sido amarrado pela cintura a um pilão de madeira depois dessa traquinagem, Krishna ficou conhecido como Damodara (damo=corda; udara=barriga).

Assim, o Senhor Supremo que grandes místicos tentam alcançar através de suas meditações foi capturado por sua mãe Yashoda, que conseguiu atá-lo não pela força das cordas, mas pelo poder de seu amor puro e incondicional.

 

Mantras

Mantra de Shiva

18 de fevereiro de 2018

Mantra de Shiva

Shiva Shiva Shiva Shambho

Shiva Shiva Shiva Shambho

Mahadeva Shambho, Mahadeva Shambho

Om namo Shivaya _/\_

Mantras

Meditação matinal ao sopé do Pico das Agulhas Negras

17 de outubro de 2017

Lugares como esse inspiram a meditação.

Na verdade, a natureza é como um livro escrito por Deus ou como uma obra de arte do Criador onde podemos aprender coisas muito profundas.

Desde os 14 anos de idade eu vinha aqui caminhar e escalar. Depois, como cadete da Academia Militar das Agulhas Negras, fiz treinamento de combate em montanha nesse mesmo lugar. Agora, após mais de uma década morando na Índia como monge, volto aqui para meditar e contemplar a beleza única dessa região.

Mantras

O que é Mantra e como ele funciona

13 de outubro de 2017

Mantra é uma expressão do som primordial e remete à vibração natural de cada coisa. Entenda o PRINCÍPIO FUNDAMENTAL por trás dessa ciência do som (Mantra-Vidya). Quem tiver interesse em se aprofundar pode baixar nosso e-book gratuitamente no link abaixo: 

Pérolas de sabedoria

Como viver o Dharma

21 de setembro de 2017

Como a ave que encontra uma corrente de ar ascendente paira cada vez mais alto no céu sem precisar bater suas asas, quem alinha sua vida com o Dharma consegue alcançar seus propósitos com naturalidade, sem fazer muito esforço. Como isso é possível?

Viver o Dharma é essencialmente saber expressar aquilo que somos, é a arte de responder apropriadamente a cada situação que a vida nos apresenta. Esse Dharma se reflete nas várias dimensões da nossa existência: corpórea, emocional, vocacional, relacional e espiritual. É dito que na verdade não somos seres humanos buscando uma experiência espiritual, mas seres espirituais passando por uma experiência humana. Portanto, as atividades de cada uma dessas esferas da vida deveriam todas ser orientadas pelos valores da dimensão espiritual. Em outras palavras, quando a execução dos nossos deveres em cada dimensão da vida contribui para a elevação da nossa consciência, isso indica que estamos alinhados com o nosso Dharma.

A busca desse equilíbrio na vida nos ajuda a superar crises existenciais, quadros de depressão, problemas com ansiedade, insônia, etc. Mais do que isso, estar bem situado no Dharma gera grande entusiasmo pela vida e nos ajuda a desenvolver plenamente o nosso potencial latente. Tendo encontrado seu caminho e seu lugar no mundo, a pessoa contribui de forma significativa para a sociedade e em retorno recebe todo o apoio de que precisa. É como uma ave que encontra correntes de ar quente e assim consegue pairar cada vez mais alto, quase sem fazer esforço. Aliás, a palavra dharma vem da raiz sânscrita dhṛ que traz a ideia de sustentar, manter, firmar, preservar. Viver assim, alinhado com um plano maior, gera um profundo sentimento de satisfação e bem-estar.

Como podemos então descobrir nosso dharma? Primeiramente, devemos estar cientes da natureza sutil e dinâmica do Dharma. Não é possível defini-lo com palavras nem mesmo codificá-lo através de um conjunto de regras. Assim como podemos ouvir e dançar ao som de uma bela música, podemos viver em harmonia com o Dharma. Para alcançar a compreensão que permite essa sintonia, sugiro duas abordagens principais:

  1. O estudo de textos consagrados que discutem o Dharma e temas correlatos.
  2. A meditação, que proporciona uma percepção suprarracional de quem somos.

O estudo nos poupa muito tempo pois nos permite acessar as reflexões filosóficas e os insights espirituais de grandes mestres que se debruçaram sobre o assunto ao longo de milênios. A meditação nos coloca em um estado de consciência mais propício para que possamos assimilar esse conhecimento, além de fazer brotar essa compreensão sobre o Dharma diretamente de dentro do nosso coração. O primeiro processo é racional, o segundo é místico. Ambos se complementam para promover o autoconhecimento, o que por sua vez pode agregar imenso valor e propósito à nossa existência.

 

Pérolas de sabedoria

Colocando cada coisa no seu devido lugar

18 de setembro de 2017

O universo é perfeito e tudo tem alguma razão de ser dentro da criação. Portanto, espiritualizar a vida não é negar o mundo, mas saber alinhar tudo – posses, habilidades, relacionamentos, etc. – dentro de um propósito superior.

Por exemplo, se eu entendo que tudo emana de Deus, que mesmo esse computador no qual estou escrevendo é feito de energia divina e graças à inteligência dada por Deus ao ser humano, então posso utilizar esse recurso tecnológico que tenho em minhas mãos para um propósito benéfico.

Se tenho propensão a estudar e a ensinar, posso direcionar isso para aprender e transmitir coisas boas que possam gerar verdadeira felicidade para mim e para os demais.

E se percebo cada ser vivo ao meu redor como uma centelha espiritual, como um ser divino que tem um propósito neste mundo tanto quanto eu tenho, então posso lidar com cada pessoa, animal ou planta respeitando sua individualidade, sua condição de sujeito.

A exploração ocorre quando despersonalizamos os outros seres. O único antídoto para isso é reconhecermos o valor de cada ser como agente espiritual, como filho de Deus que merece viver e ser feliz como todos os demais.

Sobre isso, a Sri Isopanisad 6 diz:

yas tu sarvāṇi bhūtāny ātmany evānupaśyati
sarva-bhūteṣu cātmānaṁ tato na vijugupsate

Aquele que sempre vê todos os seres na Alma Suprema, bem como a Alma Suprema em todos os seres, jamais odeia qualquer criatura. [Iso 6]